quinta-feira, 17 de junho de 2010

Um mundial "Lekker"!


Provavelmente, todos não entenderam o titulo, por isso, peço licença ao leitor para uma rápida explicação Lekker significa “fantástico!” em Zulu umas das onze línguas oficiais do país sede da Copa 2010. A Republica da África do Sul, assolada no passado pelo apartheid, exploração, partilha de seu povo “a européia” e da extração de suas riquezas por estrangeiros selvagens. Tem como nação a oportunidade de através do mundial consolidar de uma vez por todas (após 16 anos do fim do antigo regime racial) sua posição como uma nação livre, independente e acima de tudo unida.
Isso se deve a decisão da FIFA de realizar um evento num continente cheio de problemas sociais que é lembrado apenas pela miséria de seu povo por grande parcela do planeta. Está decisão contribuiu para essa parcela significativa se interessar direta ou indiretamente pela verdadeira história do continente e do país sede nos últimos anos. Um povo fraternal e feliz que a cada nova imagem e gesto nos estádios parecem até que são visitantes em sua própria terra de tão emocionados estão em receber o mundo inteiro. A cada lugar, vila e aldeia, filmada e descrita à felicidade do sul-africano é eternizada nos meios de comunicação e assim eles reescrevem sua história. História de superação e vitória. Certamente, partilhada em cada canto do mundo e que arranca sorrisos. Dessa forma, a maior vitoria nessa Copa já é da África do Sul e seu verdadeiro FIFA World Cup Trophy é o futuro.
Um futuro que deve aproveitar o legado estrutural e imaterial que o evento vem proporcionando ao país e significa que também significa oportunidades. Seja para população de lugares como o Soweto almejarem uma formação esportiva, profissional e educacional ou a oportunidades da nação toda gozar de uma melhoria infra-estrutural do país.
Porém, o legado de uma Copa do Mundo em um país problemático e com imensas diferenças sociais decorrentes da cor de pele dos seus cidadãos, vai muito além de estádios, estradas e áreas de lazer e estudo. Sua maior contribuição são os olhos do mundo voltados para os problemas do país e do continente conseqüentemente, como jamais se observou antes. Nem mesmo, o fim do apartheid conseguiu tamanha atenção.
Portanto, eu termino meu primeiro artigo deste material chamado “Semana em Copa”, com toda a certeza de que o legado deixado pelo mundial da África do Sul é muito mais fantástico que gols, estrelas na camisa, astros da bola, torcidas, vuvuzelas e jabulanis. É algo que vai muito além da própria Indebe Yowhlaba, ou seja, muito além da Copa do Mundo.

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